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4 de dezembro de 2016

Segurança não vende

Uma declaração avassaladora da empresa de anti-vírus Kaspersky Labs,: "Segurança não vende", com um tom de que: "ninguém se importa com segurança", tem colocado a segurança em um estado de desgaste, principalmente depois de tantas falhas de segurança expostas em celulares, e, por mais que estejam aí, não tem ninguém comprando, vendendo ou trocando dispositivos por saberem ou não se tem falhas de segurança.

A cada dia, mais e mais produtos entram no mercado, e falhas de segurança explodem, e mesmo assim, os consumidores não forçam os fabricantes a realizarem suas correções, e todos acabam correndo este risco pois é "mais barato".


Além do marco da chapecoense que nos deixou uma história de comoção entre nossos descobertos vizinhos da Colômbia, e da aeronave que decolava com o combustível exato para o percurso, aprendemos que falhas de segurança existem não só em questões técnicas, mas também, em acreditar que a vulnerabilidade não exista, por mais que esteja ali.

Qual foi afinal o controle de segurança, para mitigar o risco desta aeronave não cair? Não houve sequer controle implantado para garantir que a aeronave possa sobrevoar de forma garantida neste percurso.

E no seu smartphone, qual a garantia que ele está operando com o combustível exato para acessar seus e-mails, conta corporativa da empresa, seu internet banking sempre logado, twitter, instagram, facebook, messenger, whatsapp, e, se todas suas conversas pararem em um site público ou em um site de torrent para todos baixarem?

A aviação sempre aprendeu com os erros, e, ainda bem que são assim. A cada nova situação, são coletados os mínimos detalhes e se implantam controles de segurança para evitar um novo erro deste tipo.

Até o momento, na aviação, em pleno ano de 2016, nunca houve um controle de autonomia da aeronave e percurso planejado, ficando em total responsabilidade do piloto e co-piloto de realizarem esta verificação.

Tenho certeza absoluta que a aeronave fretada, saiu com esta autonomia exata, para reduzir o custo da viagem, pois acreditavam e muito que a vulnerabilidade nunca poderia ocorrer, porque em outras viagens, já tiveram sorte e fizeram com o mesmo combustível e em menos tempo.

O fabricante da aeronave especifica um padrão, uma autonomia, e, isto deve ser seguido, melhor do que ninguém para conhecer a aeronave que quem a desenhou, e ignorar os detalhes da engenharia, é assumir o risco.

Agora, assumir o risco de tantas vidas que perdemos, para reduzir o custo ao máximo, apenas por sorte de conseguir ganhar mais?

Devemos investir e cobrar segurança, em todos os lugares, desde aeronave como no seu celular, e garantir o direito a vida, e ao direito a privacidade, e principalmente, aos direitos humanos.

Espero que a partir do momento em que houve este acidente com os jogadores da Chapecoense, que todas as aeronaves sejam revisadas no quesito de autonomia de combustível, e que a aviação seja mais segura a cada dia.

E também espero, que todos venham cobrar mais segurança em todos os lugares, como em celulares e computadores, pois segurança "vende" sim, e muito; pelo menos para quem sabe entender seus riscos; e no mínimo, já foi impactado por uma ameaça alguma vez na vida.


Declarações externas Kaspersky:
http://www.hardware.com.br/noticias/2016-11/kaspersky-fabricante-dizem-que-seguranca-nao-vende.html
http://www.hardware.com.br/artigos/hardware-com-br-entrevista-fabio-assolini-analista-senior-de-malware-da-kasperksy-labs/

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