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15 de agosto de 2014

Peer, Seed, Torrent e rede P2P (Peer to Peer)

Em postagens anteriores, comentei sobre a rede TOR, que aproveita-se da tecnologia da rede P2P para manter pessoas anônimas na internet, mas, o que exatamente é este tipo de rede?

É isto que iremos ver neste novo tutorial para entender exatamente como funciona e tirar proveito de seus recursos.

O que é a rede P2P

Rede P2P como é popularmente conhecida a rede Peer to Peer, ou pode-se dizer pessoas para pessoas, é uma rede de comunicação sem haver um servidor centralizado. Ou seja, os dados trafegam apenas entre os clientes.

Um site ou qualquer item na internet, necessita de um servidor, um lugar centralizado para manter estas informações.

Um dos grandes problemas nesta questão é que centralizar tudo em um lugar só, precisa ter também um bom computador e uma boa conexão com a Internet, e torcer para que o servidor suporte a quantidade de clientes esperado, ou investir em hardware.

O investimento em hardware para um site de médio porte, pode acarretar em 10 servidores, um sistema proprietário para criar um cloud server e espalhar sobre estas máquinas uma máquina virtual potente para atender a demanda.

A internet também precisa ser dedicada para manter a qualidade do serviço, e nós sabemos que links dedicados custam valores enormes.

Na época que começaram os downloads, os servidores centralizados já não suportavam entregar tantos dados para tantas pessoas, e começaram surgir aceleradores de download, que faziam várias conexões ao servidor, forçando trazer o arquivo de forma mais rápida através de download paralelo.

Em seguida aos softwares de gerenciamento de download, surgiu então um novo método para que as pessoas que já tem partes do arquivo, possam colaborar com os outros como se fosse parte do servidor também, ou seja, agora os dados não vem apenas de um servidor, mas de vários lugares.

Isto se tornou incrível principalmente para download de arquivos grandes, como por exemplo distribuições Linux, que puderam ser cada vez distribuídas mais e mais rapidamente, e, cada vez maiores.

Até hoje a rede P2P tem suas vantagens sobre vários outros tipos de serviços, pois atualmente se você precisa ter vários servidores para entrega de um conteúdo para que seja possível distribuir em nível mundial, a melhor forma é ter serviços de CDN (Content Distributed Network), porém com um custo alto por cada megabyte, enquanto que a rede P2P é gratuita.

Apesar de seus benefícios, existem também problemas em que quando não há mais ninguém compartilhando o arquivo, então o arquivo deixa de existir, ou seja, não é para sempre. Os dados precisam ser populares para continuar existindo.

Temos duas nomenclaturas importantes para o conceito de armazenamento de arquivos em redes P2P:

Peer - Um dispositivo de rede (hoje não é só computadores que baixam conteúdo por rede deste tipo) que tem parte de um arquivo.

Seed - Um dispositivo de rede que contém todo o arquivo e está apenas enviando.

Além do serviço de armazenamento de dados entre os clientes, que é o mais conhecido, também temos vários outros tipos de serviços que se beneficiam deste método de rede.

BitTorrent - Aplicação de transferência de arquivos por meio de arquivos ".torrent", uma empresa que homologa até dispositivos eletrônicos como roteadores e storages residenciais para baixar conteúdo de redes P2P.

Sites de torrent - Há vários sites na internet com conteúdos para você buscar, e exibe o atual nível de popularidade do arquivo. Quanto maior o número de peers e seeds, significa que mais rápido seu arquivo será baixado. Mas cuidado, se há muitos peers e nenhum seed, é porque o link quebrou e está aguardando alguém entrar para trazer a parte faltante. Isto pode levar semanas ou até meses ou nunca ocorrer de finalizar.

Links de download ".torrent" ou magnet link - Em vários sites de distribuições linux (Ubuntu, Fedora), há opção de baixar o arquivo de BitTorrent, ".torrent" ou o link para o magnet link, uma URL que carrega automaticamente com um clique o arquivo desejado.

Por quê P2P é visto como crime em certos países?

A rede P2P tem seus benefícios, mas como tudo na internet tem seu lado bom, também tem seu lado ruim, causado por pessoas ruins.

Existem conteúdos que são protegidos por direitos autorais, conteúdos de pornografia que não são permitidos e que estão disponíveis nestas redes, não se limitando apenas para estes itens, mas softwares, pirataria, compartilhamento de músicas, arquivos, documentos secretos, entre outros.

Encontramos seriados completos nos mais diversos sites de compartilhamento de arquivos de ".torrent", todos estes criados por usuários.

Como os arquivos são criados por usuários e não há um servidor centralizado, deter um conteúdo protegido por direitos autorais ou qualquer outro tipo, é uma tarefa praticamente impossível.

Quem detém arquivos em lugares centralizados, como sites de download, são responsabilizados pelos conteúdos, como aconteceu com o site Megaupload.com, que saiu do ar e seu responsável foi preso por violação das leis nos Estados Unidos. Ele criou um novo serviço chamado apenas de MEGA, onde os arquivos agora possuem chave e são armazenados em seus servidores de forma totalmente criptografada.

Além de tudo isto, existem outros serviços que começam existir sobre estas redes, como a rede TOR.

Ser anônimo na internet, é garantir sua integridade como pessoa de não ser seguido, e assim pode tanto expressar suas ideias de forma sigilosa ou cometer crimes.

Dentro da rede TOR, há além do benefício de acessar a Internet por outros computadores, há também sites que fazem parte apenas da sua própria rede. Se desejar saber mais sobre o TOR, clique aqui para ver a matéria sobre ele.

Serviços na Internet que usam a rede P2P

BitTorrent - Compartilhamento de arquivos, muito conhecido atualmente. Existem vários programas clientes que utilizam o mesmo protocolo, como o µTorrent.

Tor - Considera-se uma VPN através de P2P, usada para hospedar serviços, sites e usar a internet de forma anônima. (Existe também a rede I2P que faz praticamente o mesmo que o Tor, mas com conceitos um pouco diferentes e seus nomes também diferentes).

Freenet - Compartilhamento de arquivos e páginas de conteúdos através da internet ou de uma rede de computadores pré-estabelecida. Você pode criar uma pequena rede particular de computadores e distribuir conteúdos através dela. Você ao criar a conta, também deve abrir um espaço para armazenar dados em seu computador.

Winny - Compartilhamento de arquivos, muito difundido no Japão. - Há um site com o download do cliente e através dele é possível procurar os arquivos na rede e baixar conforme desejado. Ele é um pouco diferente de Torrent, pois não tem arquivos para baixar nem magnet links, é um software criado para compartilhar arquivos usando a rede P2P através de outros Winnys instalado nos clientes, e, de forma anônima. Saiba mais em http://en.wikipedia.org/wiki/Winny.

Anonymous P2P - Vários aplicativos como os de cima, podem se aproveitar deste método ( como o Winny ) para ocultar quem tem partes dos arquivos ou quem faz parte da rede (como no caso do TOR). Não é um aplicativo, é uma forma de trabalho dos aplicativos. No BitTorrent, é possível determinar qual endereço IP têm parte de um arquivo, e seus seeds (apesar de ser difícil rastreá-los em sua totalidade) mas por exemplo a rede Tor, cada IP se torna um node secreto na rede, e é substituído por um pseudônimo para identificação, criando assim uma comunicação anônima.

EDonkey2000, Gnutella ou Gnutella2 (G2) - São tipos de redes que usam o esquema de P2P para transferência de arquivos. Equipara-se ao Winny, mas já não estão mais em uso como antes, e não tem uma estrutura para compartilhamento anônimo, é possível rastrear os nodes. Ainda é possível encontrar alguns arquivos nestas redes, mas cuidado pois encontra-se muitos vírus também. Como estas redes não tem uma classificação dos arquivos, encontrar vírus é algo fácil.

Shareaza - Um cliente de P2P que foi muito utilizado por alguns anos atrás, mas tem ainda suas funcionalidades ativas por suportar vários protocolos de redes, como as logo acima e também BitTorrent. Atualmente o projeto foi aberto e deixou de ser um software pago.

Emule - Também um cliente e com sua própria rede para transferir arquivos. Necessita de alguns servidores centralizados para atualização de arquivos disponíveis, atualmente em decadência devido sucesso da rede BitTorrent.


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