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13 de agosto de 2014

Método de desenvolvimento de softwares

Quando se começa à desenvolver um projeto, seu gerente chega e diz: "começa fazendo alguma coisa para dar tempo de ao menos entregar alguma coisa na primeira reunião com o cliente", e aí, o que fazer?

Vemos vários anos na faculdade de desenvolvimento de sistemas que devemos sempre planejar muito bem antes de sair fazendo alguma coisa, com documentações do escopo do projeto, documentações, e quando entramos nos deparamos com um cenário muito diferente.




Existem métodos e boas maneiras de se desenvolver um sistema, seja ele baseado em aplicativo ou baseado para uso em navegadores (que tem sido o mais habitual atualmente pela facilidade de customizar e realizar alterações).

Nem sempre as boas práticas ensinadas na faculdade são realizadas no cotidiano, nem tudo pode ser usado, mas não deixam de ser boas práticas no desenvolvimento e não devem ser ignoradas.

O método de planejamento mais adotado por grandes empresas para problemas críticos, são relacionados ao PMBOK, onde 40% do tempo total do projeto é dedicado apenas em reuniões de negócios, entender a expectativa do cliente e planejamento.

Outro método utilizado é Scrum, que baseia-se na teoria de planejar enquanto se cria determinado produto, e que geralmente nunca atende à expectativa do cliente, e o mesmo qual constantemente solicita alterações para melhor se adequar ao inicialmente proposto à ele.

O método através do PMBOK, é mais exigente e contratual, e qualquer alteração não é permitida senão por intervém de um novo contrato e um novo planejamento, e todo tipo de alteração incide em negociar novos prazos e valores.

No método Scrum, a primeira reunião com o cliente, já se apresenta algum protótipo de como será o produto final, e em alguns casos com até parte da funcionalidade funcionando. Este tipo de metodologia geralmente é aplicada para sistemas ligeiramente customizados, ou seja, o centro do sistema é uma base cópia de outros sistemas.

Vamos às principais diferenças:

PMBOK Scrum
Primeira reunião com o cliente, todos os integrantes do projeto fazem parte para entender a necessidade do cliente. Inicia-se o projeto com base de um suposto interesse do cliente, criando-se previamente o item desejado para apresentar na primeira reunião, geralmente composta por 1 ou 2 integrantes no máximo, e jamais com ninguém além dos responsáveis do projeto.
Um mínimo de 40% do tempo total do projeto, é utilizado em planejamento. No máximo 5% do tempo total do projeto é utilizado em planejamento.
Pouco retrabalho, atende toda expectativa do cliente. Trabalho elevado ou até eterno até atender a expectativa do cliente. Útil para quem não deseja perder o cliente e manter o serviço.
Custo maior de alterações proporcionais ao tempo do projeto. O tempo para ajustes segue conforme a disponibilidade. Se não há tempo hábil, entrega-se aquilo que já está disponível, e durante o uso, ajusta-se o que falta.
Empresas reclamam que este método consome muito tempo em planejamento e que não vale à pena pagar altos salários para responsáveis e projetistas de sistemas.Empresas neste esquema, tem problemas de gerência de tempo, pois como há muito retrabalho, quanto mais clientes consegue, mais difícil é sua sobrevivência, pois quantos mais trabalhos aparecem, necessita-se manter o que já existe.

Quando estamos na faculdade, obviamente optamos pelo PMBOK porque percebemos suas evidenciais vantagens, mas em um mercado onde o primeiro que fizer sai ganhando, o Scrum ganha destaque, e para empresas emergentes em crescimento, o custo com tempo é expressivo, então manter o cliente em retrabalhos é também uma forma de fidelizar o cliente.

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