Mais Populares

15 de novembro de 2017

Conheça Monero, uma nova moeda digital disruptiva

Mesmo sendo leigo de assunto, já ouviu falar em Bitcoin alguma vez na vida nos últimos 5 anos ao menos, uma moeda digital baseada em transações via blockchain, e este é totalmente distribuído e todo processamento é realizado por mineradores espalhados pelo mundo inteiro que em troca de trabalho de mineração, ganham Bitcoins, e a roda auto-sustentável mantém o Bitcoin em forte e consistente crescimento, por mais que hajam escândalos, forks, falhas de seguranças, entre outros.


Um dos grandes aliados a mineração de transações para o blockchain, é que a biblioteca de processamento é baseada na SHA-256, que tem como aliados as GPUs de placas de vídeo, que conseguem processar dados até 10 mil vezes mais rápidos que uma CPU comum.

Porém devido a dificuldade de mineração atual devido a grandes mineradores hoje tomarem para si o processamento e processarem rapidamente blocos do blockchain, ultrapassam mineradores pequenos, que por vezes, acabam gastando energia e infraestrutura a toa, resolvendo blocos que já acabaram de serem resolvidos por outros maiores.

Porém, isto pode mudar. A muito tempo esquecido, a moeda Monero começou a subir no ranking de moedas digitais do site https://www.coinwarz.com/cryptocurrency/, site este voltado especificamente a identificar o quanto vale a pena minerar vs consumo elétrico uma determinada moeda digital.

Site coinwarz.com com eficiência energética/ganhos em mineração.
Monero aparece atualmente em 8º lugar, avançando acima de LiteCoin (LTC).


O motivo principal disto acontecer, é que pequenos mineradores agora podem voltar a minerar e ganhar XMR (a sigla da moeda Monero) como recompensa pelo processamento dos blocos, que podem ser feitos com uma CPU comum de um computador.

Diferente do Bitcoin, baseado em SHA-256, Monero é baseado em Cryptonight, uma biblioteca que não tem como aliada nenhuma placa de vídeo, pois elas só aumentam 2x no trabalho de uma CPU comum, devido a complexibilidade de sua tecnologia.

Apesar de utilizar blockchain para as transações, por padrão, Monero oculta os valores transacionados e origem e destino, diferentemente de Bitcoin, onde estes dados são públicos. Ou seja, Monero é uma moeda que torna cada indivíduo um banco responsável unicamente pelos seus próprios fundos.

Além disto, recentemente, vários sites começaram a adotar o processamento de Monero para rentabilizar sites, ao invés de utilizar propagandas aos usuários.

Isto mesmo, um site pode minerar dados para o proprietário do site utilizando a sua CPU!

Isto porque como Monero não se beneficia de GPU, há uma facilidade maior na rede para pequenos processamentos, e um simples JavaScript pode minerar dados.

Há também casos de disseminação de scripts XSS na internet, onde pessoas estão injetando scripts de mineração de Monero em sites, como recentemente sites do governo no Brasil, e de algumas empresas em instâncias virtuais na Amazon.

Alguns componentes, como plugins de banners automáticos, também adotaram em colocar scripts para rentabilizar ao invés de exibir propaganda aos usuários.

O principal incentivador disto é os site https://coinhive.com/ onde o usuário pode criar uma conta, criar a chave para um site, e trocar todas as publicidades por um script minerador, com uma documentação completa para quantidade de threads, velocidade, início, parada, entre outros.

Site coinhive.com, que fornece soluções para sites rentabilizarem com Monero.


Atualmente é impossível minerar transações do blockchain de Bitcoin ou Etherum por exemplo via Javascript, pois seria totalmente ineficiente. Porém com Monero, tudo é diferente, um Javascript consegue processar sem maiores problemas em torno de 70 hashes por segundo, que é quase o que uma CPU ou GPU fariam.

Com o grande aumento do valor de Monero, sendo atualmente cada 1 XMR = R$ 400,00, trocar Google AdSense por um script de Monero no site, pode ser algo muito mais rentável.

Além disto, há outras soluções como captchas que identificam se a pessoa é um robô ou não, simplesmente completando 1000 hashes de processamento, ou até links de redirecionamento que só redirecionam após X hashes serem processados.

Há também uma API aberta, para outras soluções adversas, como até processamento durante jogos online, onde a GPU é usada para o jogo, e 1 ou 2 threads de CPU ficam no trabalho de mineração de Monero, tudo isto, para rentabilizar ao máximo.

Por ser uma biblioteca "run-in-only-cpu", os benefícios de sua utilização na internet, jogos, tanto para desenvolvedores como para clientes em ter sites sem propagandas, jogos gratuitos, são de fato uma disrupção ao modelo atual de sites cheio de propagandas que estressam o usuário ao invés de ajudar.

Será que Monero veio para ficar? Creio que sim!

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Deixe seu comentário abaixo e curta Tutorial TI no facebook!