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6 de junho de 2017

O que a NET, Vivo Fibra, Algar, e outros ISP de Internet não querem que você saiba disto!

Elementar por estes últimos anos, que as operadoras querem fazer de tudo para estabelecer franquias de dados nos planos de internet dos usuários, para restringir o acesso e promover a venda de planos empresariais a custos mais caros, e obter lucros sempre maiores com planos de velocidade e franquia diversificados.

Mas uma coisa que eles não contam de forma alguma para seus usuários, é que no Brasil, não existe velocidade acima de 10 Mbps, e, em raros casos, chega a 15 Mbps, mas eles não querem que você saiba disto.

Com isto, os planos de 50 Mbps e 100 Mbps, 200 Mbps, são comercializados, porém os usuários em geral, estão todos sendo enganados, porque não usam nem 10% da velocidade, apesar de medidores de velocidade indicarem uso de até 95% da velocidade contratada.

Isto basicamente acontece porque o Brasil possui pouca infraestrutura em backbones com o resto do mundo, a espinha dorsal da internet que deveria ser o primordial investimento de um ISP, deixa de lado para focar em vender um produto mal implementado.

E como a maioria dos serviços que os usuários possuem ficam fora do país, tudo depende da velocidade e qualidade destas espinhas dorsais, ou seja, você assiste Netflix, mas todos os seus vídeos chegam na sua TV a meros 10 Mbps e no máximo 15 Mbps, com uma latência enorme, porque os servidores da Netflix, ficam a milhares de kilómetros longe do Brasil.

Fora Netflix, você pode usar Facebook, Instagram, Youtube, e sim, todos eles, sem exceção, estão fora do país também. Em raros casos, o Youtube faz cache de alguns conteúdos em servidores localizados no Brasil, mas ao ver um vídeo que não é tão popular assim, o cache local não possui o vídeo, e por mais que tenha uma internet fibra ótica de 200 Mbps, seu vídeo irá travar, principalmente em horários de pico de tráfego.

A noite, é o horário que possui os maiores picos de tráfego entre usuários residencias, pois chegam do trabalho e vão para a Netflix ou Youtube, gerando uma monstruosidade de tráfego de dados pelas redes, e durante o dia, o consumo é concentrado nas empresas e prestadoras de serviço.

Mas se você tem uma internet de apenas 10 Mbps, você não irá perceber a diferença de velocidade de fato, pois esta é a média real em que uma única conexão consegue realizar fora do país, mas a realidade é que mesmo com 10 Mbps, você também pode ser afetado.

Sua máquina ao realizar os famosos testes de velocidade, nunca escolhem servidores fora do país, sempre preferem servidores próximos, locais, com o menor ping possível, nisto, as operadoras possuem servidores tão próximos que a conexão da sua internet com o servidor testado, nem chega a sair de fato para a Internet, é como se fosse uma rede local.

Tudo abaixo de 3 ms, pode ser considerado algo próximo a rede local, e a velocidade é praticamente ilimitada para estes recursos, seguindo para o máximo que o cliente possui.

Mas ao testar um ambiente real, baixando vídeos, arquivos, distribuições Linux, o gargalo da rede começa.

A principal vantagem de ter uma Internet fibra ótica de 100 Mbps no Brasil, atualmente, é apenas o uso em empresas, onde vários usuários estão acessando ao mesmo tempo, isto porque se você baixa um arquivo dos servidores da Microsoft, cada download vem a 10 Mbps no máximo (ou 120 KB/s), mas você pode realizar isto, 10 vezes ao mesmo tempo, com outros servidores ou mesmo com o mesmo servidor.

A espinha dorsal da Internet, é inteligente para detectar e reduzir a velocidade por sessão de conexão, então os famosos aceleradores de download, que eram utilizados na época de internet discada, voltam a vida, pois eles podem realizar até 8 conexões simultâneas com um único servidor, e para atividade intensa, quanto maior a velocidade da internet, mais serviços simultâneos você pode realizar.

Infelizmente, ainda com aceleradores, muito ainda resta a ser feito, as operadoras deveriam investir mais recursos tecnológicos para reduzir a latência e aumentar esta velocidade média de 10 Mbps por sessão com os Estados Unidos, mas as operadoras de internet no país, estão querendo o contrário: enganar você.

Fazer o usuário ter uma internet fixa e "ilimitada" de franquia, e do outro lado, colocam um backbone que restringe a comunicação com o país inteiro, por falta de investimentos em infraestrutura.

Veja aqui, alguns testes realizados com uma rede de internet em São Paulo:

Apenas para comparar a velocidade da rede utilizada.

Comcast em Miani, Flórida.

Teste em Washington, DC

Teste em Los Angeles, Califórnia, surpreendeu um pouco, ultrapassou a média de 10 Mbps.

Johannesburgo, África.

Paris

China Telecom, localizada em Shanghai, China.

Cidade de Nova Iorque

Londres, Inglaterra.

Como pode visualizar, no teste que foi aplicado agora, a maioria nem atingiu a média de 10 Mbps, mesmo com uma rede de internet acima de 80 Mbps de conexão instalada.




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