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10 de abril de 2015

Entenda o que são os comandos PING, TRACERT e MTR

Você já deve talvez ter ouvido falar no comando PING de alguém, mas não sabe muito bem o que é, então este tutorial iremos explicar não só o comando PING, mas também informações para poder
"desnortear" qualquer técnico metido à entendido e mostrar que você também pode, não é mesmo?

Na Internet, sabemos que existem uma malha de redes de computadores, e também de dispositivos que fazem a inter-conexão de todos os computadores, dentre eles roteadores, switchs, back-bones, cabos e mais cabos como fibra óptica, rádio, e etc.

No entanto, nem sempre todos os dispositivos estão operacionais, e para saber qual exatamente está com problema, iremos então conhecer as ferramentas à seguir.

PING

O comando PING foi desenvolvido para identificar se um dispositivo na rede está respondendo ou não. O computador de origem envia um pacote de dados e através do protocolo ICMP, o servidor de destino devolve com uma resposta.

A partir de então, é possível verificar outros dados como tempo de resposta, a famosa "latência" de dados que é o tempo que leva para o dado ir e voltar.

Quanto menor o tempo, significa que mais rápida é sua internet, entretanto não confunda com velocidade máxima, pois uma internet pode ser tão lenta quanto e trafegar dados em alta velocidade.

Um exemplo do que é latência para você entender: A NASA recebe imagens com latência de 15 minutos de Marte, mas os dados chegam em 10 Mbps. A diferença é que existe 15 minutos para um determinado bit chegar à Terra. 

Um PING em Marte, levaria 30 minutos para ser concluído: (15 minutos para enviar e 15 minutos para receber).

PING: google.com

TRACERT

Na Internet, cada informação segue por vários tipos de tecnologias e sistemas até chegar ao seu destino final. O caminho que a informação faz, pode ser analisado usando o comando TRACERT.

Todo pacote de dados tem em seu cabeçalho a informação de TTL (Time To Left). Cada vez que o pacote sai de um roteador e segue para outro, o TTL é subtraído.

Por padrão, todo pacote TCP tem seu TTL definido como 255, ou seja, pode ser trafegado por até 255 roteadores na Internet, ou então ocorre a devolução do roteador dizendo que o TTL esgotou em trânsito.


PING: Parâmetro -i informa o TTL do pacote PING à ser enviado.
O mesmo expira em trânsito por um roteador no meio do caminho.

Isto também é útil para que pacotes perdidos na Internet não fiquem rodando para sempre na Internet, se isto ocorresse, a Internet poderia travar.

O comando TRACERT envia PING com vários pacotes e cada pacote com um TTL diferente (crescente ao longo do tempo) até o destino final, e por isto é possível ver por onde toda a informação é trafegada.

O TRACERT então nada mais é que um comando que utiliza o PING sucessivamente utilizando como exemplo o parâmetro "-i" várias vezes e te traz todo o caminho na tela.

TRACERT: Informações do PING à esquerda, e o nome de host (e/ou apenas IP) à direita.

Ao realizar o TRACERT para o "google.com", é exibido a rota completa de onde um pacote de seu computador até os servidores do Google são transportados, todos estes dispositivos entre 192.168.1.3 e 216.58.222.46 (da imagem acima), são roteadores e/ou backbones na Internet.

Através do TRACERT, também é possível identificar se os dados estão seguindo para fora do país, passando por outro continente, entre outras informações como  por exemplo, se algum dispositivo de rede está com o tempo de resposta muito alto.

Veja abaixo um TRACERT para o site do "ig.com.br", hospedado atualmente no datacenter da Amazon nos EUA:



Como seria um TRACERT feito à mão?
PING ig.com.br -i 1
PING ig.com.br -i 2
[...]
PING ig.com.br -i 30

Então você poderia colher todos os resultados e ter a mesma informação que apenas:
TRACERT ig.com.br

MTR (My traceroute ou também conhecido antigamente por Matt's traceroute)

O que vem à ser o MTR? Simples: A combinação do PING e do TRACERT em uma só ferramenta. 

Ao mesmo tempo que você realiza o PING, você também realiza o TRACERT, e com a diferença de que: ele continua sendo executado para que você possa conferir o status atual da rede naquele exato momento.

Você pode deixar rodando o MTR por 1 minuto ou dias, e quanto mais tempo for executado, mais apurado ficarão as médias de respostas, as taxas mínimas, entre outros.

Assim como no PING, o MTR exibe a quantidade de Pacotes Perdidos (Packet loss) em uma porcentagem.

Em um PING comum, são emitidos 4 informações de ICMP, e destes 4 testes, é realizado uma média de tempo, e uma média de pacotes perdidos.

O MTR é mais eficiente pois não envia apenas 4 informações, ele envia a cada segundo 1 ping para cada dispositivo no caminho entre você e o servidor desejado.

O MTR não é um aplicativo instalado nos computadores, nem é do ambiente Windows, ele foi desenvolvido para ambiente Linux, para isto acessamos um terminal Linux remoto que já tem a aplicação do MTR instalada. (Se não tiver, pode usar "yum install mtr" para Red Hat/CentOS ou "apt-get mtr" para distribuições Debian e derivadas).

Iniciando um MTR no Google.

MTR no Google: Alguns segundos de utilização da ferramenta.


MTR no Google após 15 minutos de execução. Os dados são obviamente mais apurados.

Perceba que existe o número do TTL (ou contador) no início da linha, após o IP (ou nome de host) e em seguida as colunas:

Loss% = Packet Loss : Quantidade de PING's perdidos.
Snt = Sent : Quantidade de pacotes de PING's enviados ao destino.
Last = Tempo da latência em milissegundos do último PING enviado.
Avg = Average/Média: Tempo da latência em milissegundos da média de todos os PING's enviados.
Best = Melhor: Menor latência em milissegundos de todos os PING's enviados.
Wrst = Pior/Worst: Pior latência em milissegundos de todos os PING's enviados.
StDev = Standart Deviation/Desvio Padrão: Cálculo para identificar a dispersão dos valores (variância) entre os melhores e piores resultados com base na média.

Desvio Padrão: Quanto menor o número, diz que a maioria dos tempos estão mais próximos da média. Quanto maior o número, maior é a dispersão dos dados entre todo o período.


O desvio padrão neste caso exibe também um fator de flutuação, de como a média está distribuída no seu contexto.

Veja mais sobre Desvio Padrão em: http://en.wikipedia.org/wiki/Standard_deviation

Mais detalhes sobre MTR em:

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